Melasma: manchas escuras tendem a acometer o rosto
O melasma é uma alteração de pele comum, sobretudo entre as mulheres (cerca de 90% dos casos), especialmente aquelas em idade reprodutiva. Costuma surgir no rosto, mas também pode ser visto em outras partes do corpo. Apesar de não ter cura, o quadro pode ser amenizado com medidas de proteção solar e intervenções dermatológicas.
Melasma: o que é?
Melasma é uma condição benigna caracterizada pela presença de manchas escuras na pele, que geralmente se concentram na face e ficam mais acentuadas após episódios de exposição solar.
De acordo com dados da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o melasma atinge aproximadamente 35% das brasileiras em idade reprodutiva. A prevalência é maior em mulheres de fototipos intermediários (pele nem muito clara nem muito escura), o que é comum em um país miscigenado como o Brasil.
Tipos de melasma
A depender da profundidade das manchas, o melasma pode ser classificado em epidérmico, dérmico e misto – sendo este último o mais prevalente. No melasma epidérmico, as manchas estão na epiderme, que é a camada mais superficial da pele. Já no melasma dérmico, a pigmentação excessiva atinge a derme, que é uma camada mais profunda. Por fim, no melasma misto, há manchas tanto superficiais como profundas.
Sinais e características do melasma
Na maioria das vezes, o melasma acomete o rosto, se manifestando por meio de manchas escuras em locais como bochechas, testa e buço. Tais manchas costumam ter formatos irregulares. Também é possível, embora menos frequente, que o melasma apareça em outras áreas do corpo, como pescoço e braços.
Possíveis causas para o melasma
O melasma está associado a uma maior atividade dos melanócitos, que são células responsáveis por pigmentar a pele. Estudos indicam que a pele com melasma também apresenta alterações da vascularização. Porém, não se sabe exatamente o que causa essa condição.
De forma geral, observa-se que o melasma pode surgir devido à influência de:
- Exposição à luz solar e à luz artificial (principalmente a luz azul presente em telas);
- Gravidez (por causa das alterações hormonais);
- Medicamentos (principalmente anticoncepcionais);
- Menopausa (não só pelas alterações hormonais, mas também por uma eventual terapia de reposição hormonal e pelo estresse oxidativo e as mudanças no metabolismo);
- Predisposição genética;
- Envelhecimento da pele;
- Exposição a fontes de calor.
Vale dizer ainda que o melasma pode ser desencadeado por tratamentos de pele agressivos, com muita irritação e produção de dano térmico.
Qual médico procurar?
O dermatologista é o médico mais indicado para acompanhar condições que afetam a pele. Esse especialista está apto a examinar o paciente e realizar o diagnóstico de melasma, que é feito a partir do histórico clínico do indivíduo e da avaliação da pele, além de hábitos, tratamentos prévios e fatores desencadeantes.
Formas de tratamento para o melasma
Não existe cura para o melasma, mas é possível amenizar as manchas por meio de diversas ferramentas, sendo que os resultados tendem a ser melhores quando as intervenções são realizadas de maneira mais precoce.
Entre as principais abordagens terapêuticas, estão cremes clareadores, peelings químicos, antioxidantes, microagulhamento e laser. É fundamental que os pacientes consultem um dermatologista para receber um tratamento individualizado, com orientações que levem em conta as particularidades de cada pele.
Também é extremamente importante que os indivíduos se protejam da luz solar e da luz visível, que podem intensificar o melasma. Sendo assim, recomenda-se o uso frequente de protetor solar com cor – com a reaplicação ao longo do dia. As demais regiões do corpo devem ser protegidas na exposição solar, e ambientes e horários de calor intenso devem ser evitados.
É possível prevenir o melasma?
Ainda que não seja possível evitar completamente o melasma, algumas medidas podem ajudar a prevenir o aparecimento ou a minimizar o agravamento dessa alteração na pele. A principal estratégia é a proteção solar.
O uso diário de protetor solar, inclusive em dias nublados, é fundamental para proteger a pele dos danos causados pela radiação UV. Além disso, a reaplicação do protetor solar é necessária para manter sua eficácia. Outros itens que protegem contra a luz solar são bem-vindos, como chapéus, roupas mais compridas, óculos de sol, sombrinhas e guarda-sol.
Lembrando que a proteção contra luz artificial, mesmo em ambientes fechados, também é indicada para casos de melasma.
Núcleo de Dermatologia no Alta Diagnósticos
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