{"componentChunkName":"component---src-templates-post-js","path":"/saude/sindrome-ovariana-metabolica-poliendocrina/","result":{"data":{"wordpressPost":{"id":"24a1f673-e60b-5136-96d0-21c16cd03abf","author":36,"content":"\n<p>Após vários anos estudando uma condição que era denominada Síndrome dos Ovários&nbsp;Policísticos&nbsp;(<strong>SOP</strong>), os pesquisadores perceberam que esse termo não abrangia todas&nbsp;as&nbsp;alterações que acontecem no corpo das&nbsp;mulheres que a apresentam.&nbsp;&nbsp;</p>\n\n\n\n<p>Assim, recentemente, um&nbsp;consenso, que teve a participação&nbsp;de&nbsp;profissionais da saúde&nbsp;e pacientes&nbsp;de&nbsp;diversos países,&nbsp;propôs&nbsp;a mudança do nome desta condição para Síndrome&nbsp;Ovariana&nbsp;Metabólica&nbsp;Poliendócrina&nbsp;(SOMP).&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>\n\n\n\n<p>Esse nome reflete melhor uma&nbsp;condição que envolve alterações hormonais, metabólicas&nbsp;e inflamatórias&nbsp;que afetam o corpo&nbsp;– um quadro que pode&nbsp;não contemplar a presença&nbsp;de&nbsp;cistos ovarianos patológicos.&nbsp;Por isto, a nova nomenclatura seria mais apropriada.</p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que é a Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP), antiga SOP?</h2>\n\n\n\n<p>A <strong>Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP)</strong> &#8211; anteriormente conhecida como Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) &#8211; é uma alteração metabólica e hormonal que afeta mulheres em idade reprodutiva.</p>\n\n\n\n<p>Ela ocorre quando os ovários produzem androgênios em excesso, o que desregula o ciclo menstrual e prejudica a ovulação. Os androgênios são hormônios produzidos por mulheres e por homens, mas costumam ser bem mais elevados nos homens, o que faz com que algumas pessoas os denominem de “hormônios masculinos” (uma designação que não define corretamente o que são esses hormônios).</p>\n\n\n\n<p>A condição envolve vários fatores, incluindo: aspectos genéticos, exposição precoce a hormônios androgênicos, alterações relacionadas à adiposidade e resistência insulínica, levando a alterações do eixo hipotálamo-hipófise ovários.</p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">SOP agora é SOMP</h2>\n\n\n\n<p>Em maio&nbsp;de&nbsp;2026, após um processo&nbsp;de&nbsp;consenso global rigoroso publicado na revista&nbsp;<em>The&nbsp;Lancet</em>, a antiga síndrome dos ovários&nbsp;policísticos&nbsp;passou a ter um novo nome oficial: Síndrome Ovariana Metabólica&nbsp;Poliendócrina&nbsp;– SOMP.&nbsp;</p>\n\n\n\n<p>A mudança reflete uma visão mais ampla do que&nbsp;de&nbsp;fato ocorre nessa condição: o termo &#8220;metabólica&#8221; destaca a relação com resistência à insulina, e o termo “poliendócrina&#8221;, faz referência ao envolvimento&nbsp;de&nbsp;múltiplos hormônios.&nbsp;</p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sintomas da SOMP (antiga SOP)</h2>\n\n\n\n<p>Embora a síndrome seja uma só, os&nbsp;sintomas&nbsp;e&nbsp;sinais&nbsp;variam&nbsp;de&nbsp;uma mulher para a outra, e também na intensidade&nbsp;com que se manifestam. Muitas&nbsp;descobrem a condição ao notar que a menstruação está atrasada ou irregular, ou quando surgem espinhas&nbsp;e/ou pelos em locais incomuns.&nbsp;</p>\n\n\n\n<p>Mas&nbsp;o&nbsp;mais&nbsp;comum&nbsp;é a&nbsp;irregularidade&nbsp;menstrual. Geralmente, mas&nbsp;não obrigatoriamente, falamos aqui&nbsp;de&nbsp;ciclos mais prolongados&nbsp;(com mais&nbsp;de&nbsp;35 dias) ou&nbsp;da&nbsp;amenorréia&nbsp;(ausência&nbsp;de&nbsp;menstruação).</p>\n\n\n\n<p>Além disso,&nbsp;pode&nbsp;haver&nbsp;sinais&nbsp;de&nbsp;excesso&nbsp;de&nbsp;androgênios, como acne persistente&nbsp;e&nbsp;aumento&nbsp;de&nbsp;pelos no rosto e no corpo em locais onde&nbsp;não costumam aparecer em mulheres (hirsutismo). Pode&nbsp;ainda haver queda&nbsp;de&nbsp;cabelo com padrão masculino.&nbsp;</p>\n\n\n\n<p>Outros sintomas&nbsp;e sinais que a mulher pode&nbsp;apresentar&nbsp;são:&nbsp;</p>\n\n\n\n<ul>\n<li>Ganho&nbsp;de&nbsp;peso ou dificuldade&nbsp;para emagrecer sem causa aparente, com acúmulo&nbsp;de&nbsp;gordura especialmente na região abdominal;&nbsp;</li>\n\n\n\n<li>Resistência à insulina &#8211; que pode&nbsp;causar escurecimento da pele nas&nbsp;dobras&nbsp;do pescoço, axilas&nbsp;e virilha, condição chamada&nbsp;de&nbsp;acantose&nbsp;<em>nigricans</em>;&nbsp;</li>\n\n\n\n<li>Dificuldade&nbsp;para engravidar, pela ausência ou irregularidade&nbsp;da ovulação;&nbsp;</li>\n\n\n\n<li>Cistos nos ovários identificados à ultrassonografia;&nbsp;</li>\n\n\n\n<li>Alterações&nbsp;de&nbsp;humor, ansiedade&nbsp;e depressão.&nbsp;</li>\n</ul>\n\n\n\n<p>Além disso, mulheres com a síndrome têm maior probabilidade&nbsp;de&nbsp;desenvolver&nbsp;<em>diabetes</em>&nbsp;tipo 2, pressão alta,&nbsp;alterações&nbsp;das&nbsp;gorduras&nbsp;no sangue&nbsp;e doenças&nbsp;cardiovasculares ao longo da vida. Além disso, a&nbsp;SOMP&nbsp;é uma das&nbsp;principais causas&nbsp;de&nbsp;infertilidade&nbsp;feminina.</p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como é feito o diagnóstico da SOMP (antiga SOP)</h2>\n\n\n\n<p>O diagnóstico da SOMP&nbsp;compreende&nbsp;componentes clínicos e laboratoriais. Não existe um único exame que confirme ou descarte a condição &#8211; o médico avalia o conjunto&nbsp;de&nbsp;sintomas&nbsp;e sinais, o histórico menstrual e os resultados dos exames para chegar ao diagnóstico.&nbsp;</p>\n\n\n\n<p>Para ser classificado com&nbsp;SOMP, o quadro deve atender aos&nbsp;critérios&nbsp;de&nbsp;Rotterdam, ou seja, dois dos três critérios abaixo devem estar presentes:&nbsp;</p>\n\n\n\n<ul>\n<li>Sinais clínicos&nbsp;de&nbsp;excesso&nbsp;de&nbsp;hormônios&nbsp;androgênicos, como acne, pelos em excesso&nbsp;e&nbsp;queda&nbsp;de&nbsp;cabelo, ou demonstrados através&nbsp;de&nbsp;exames laboratoriais com androgênios elevados;&nbsp;</li>\n\n\n\n<li>Disfunção da ovulação, com ciclos menstruais irregulares;</li>\n\n\n\n<li>Aspecto&nbsp;policístico&nbsp;dos ovários à ultrassonografia (US)&nbsp;<strong>ou</strong>&nbsp;hormõnio&nbsp;antimüleriano&nbsp;(AMH)&nbsp;elevado.&nbsp;</li>\n</ul>\n\n\n\n<p>E alguns exames que o médico tem disponíveis para auxiliar no diagnóstico são:</p>\n\n\n\n<ul>\n<li>Dosagem&nbsp;de&nbsp;hormônios: LH, FSH, testosterona total (com cálculo da testosterona&nbsp;livre&nbsp;e&nbsp;biodisponível), androstenediona, prolactina e TSH &#8211; para avaliar o perfil hormonal e descartar outras&nbsp;causas&nbsp;de&nbsp;irregularidade&nbsp;menstrual;&nbsp;</li>\n</ul>\n\n\n\n<ul>\n<li>Glicemia e, se necessário, curva glicêmica, conforme a avaliação do médico; ele também poderá verificar se&nbsp;será&nbsp;necessária a dosagem&nbsp;de&nbsp;insulina e cálculo do índice HOMA-IR;</li>\n</ul>\n\n\n\n<ul>\n<li>Perfil lipídico, para avaliar se há&nbsp;dislipidemia&nbsp;associada.&nbsp;</li>\n</ul>\n\n\n\n<ul>\n<li>Hormõnio&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https://nav.dasa.com.br/blog/anti-mulleriano\" target=\"_blank\">Anti-Mülleriano (AMH)</a>: ele costuma estar elevado na SOMP e é um marcador útil para o diagnóstico;&nbsp;&nbsp;</li>\n</ul>\n\n\n\n<ul>\n<li><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https://altadiagnosticos.com.br/saude/exame-de-ultrassom-transvaginal/\" target=\"_blank\">Ultrassonotrafia transvaginal</a>, que avalia o&nbsp;aspecto&nbsp;dos ovários e a contagem e características&nbsp;dos folículos&nbsp;(estruturas&nbsp;que contém o óvulo no seu interior).&nbsp;</li>\n</ul>\n\n\n\n<p>Vale destacar que exames diagnósticos somente devem ser realizados sob prescrição do médico, que poderá solicitar outras&nbsp;avaliações além das&nbsp;descritas&nbsp;acima.&nbsp;&nbsp;</p>\n\n\n\n<p>Também importante sempre considerar que outras&nbsp;causas&nbsp;de&nbsp;hiperandrogenismo&nbsp;e&nbsp;de&nbsp;disfunção ovulatória devem ser excluídas&nbsp;na abordagem diagnóstica.&nbsp;&nbsp;</p>\n\n\n\n<p>Além disso, quando ciclos menstruais irregulares e&nbsp;hiperandrogenismo&nbsp;clínico ou laboratorial estão presentes, o diagnóstico é simplificado e ultrassom ou AMH não são necessários.&nbsp;</p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Qual é a importância do hormônio atimülleriano (AMH) no diagnóstico?</h3>\n\n\n\n<p>O hormônio&nbsp;anti-Mulleriano&nbsp;é produzido pelas&nbsp;células&nbsp;do ovário, responsável por regular o desenvolvimento e o crescimento dos folículos. </p>\n\n\n\n<p>Esse hormônio ganhou destaque nas&nbsp;últimas&nbsp;décadas&nbsp;como um marcador da antiga&nbsp;SOP, agora SOMP, pois mulheres com essa condição apresentam níveis séricos&nbsp;de&nbsp;AMH superiores aos observados em mulheres sem a síndrome.</p>\n\n\n\n<p>De acordo com esse documento de 2026, o AMH pode agora ser usado como alternativa a ultrassonografia (US) no diagnóstico de SOMP em mulheres adultas.</p>\n\n\n\n<p>Esta recomendação é importante no sentido da sua realização, por uma coleta de sangue ser mais conveniente do que a realização de uma US, diminuindo também o risco de sobrediagnóstico (diagnóstico de SOMP em quem não tem a síndrome).</p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Diagnóstico da SOMP em adolescentes</h3>\n\n\n\n<p>A prevalência de SOMP em adolescentes é de 6,3 a 8,5%, de modo que é relativamente comum. É uma condição crônica associada a riscos metabólicos em longo prazo e a desfechos adversos na qualidade de vida das jovens.</p>\n\n\n\n<p>Desse modo, o diagnóstico precoce e as intervenções preventivas podem ser aplicados, diminuindo os riscos decorrentes de disfunção metabólica e hormonal na vida adulta.</p>\n\n\n\n<p>Entretanto, essa idade compreende uma fase de maturação reprodutiva, sendo importante diferenciar as adequações hormonais próprias da adolescência de um diagnóstico de SOMP.</p>\n\n\n\n<p>Para o diagnóstico da SOMP nessa população, a última diretriz internacional sobre SOMP (de 2023) propõe critérios diagnósticos diferentes em relação a mulheres adultas, sendo que, nas adolescentes, a presença do hiperandrogenismo documentado e da disfunção ovulatória são consideradas para o diagnóstico, mas a ultrassonografia e a dosagem de AMH não são recomendados, devido à baixa especificidade nessa população.</p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Causas da SOMP</h2>\n\n\n\n<p>As causas exatas da SOMP ainda são estudadas, mas sabe-se que existe um forte componente genético. Se a mãe ou irmã têm a síndrome, as chances de apresentar o quadro são maiores.</p>\n\n\n\n<p>Além da predisposição genética, dois mecanismos centrais estão envolvidos no desenvolvimento da condição.</p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Resistência à insulina</h3>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<a href=\"https://nav.dasa.com.br/blog/resistencia-a-insulina\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">resistência à insulina</a>&nbsp;é reconhecida como característica fundamental da SOMP, embora não haja indicação rotineira&nbsp;de&nbsp;exames&nbsp;laboratoriais direcionados para que, obrigatoriamente, se dose a insulina.&nbsp;&nbsp;</p>\n\n\n\n<p>Quando&nbsp;as&nbsp;células&nbsp;do corpo não respondem adequadamente à insulina, o pâncreas&nbsp;produz mais do hormônio para compensar. O excesso&nbsp;de&nbsp;insulina estimula os ovários a produzirem mais androgênios, o que interfere na ovulação e pode&nbsp;agravar os sintomas&nbsp;e sinais da síndrome.&nbsp;</p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Excesso de androgênios</h3>\n\n\n\n<p>O corpo feminino passa a produzir mais testosterona e outros androgênios do que o normal. Esse excesso interfere no amadurecimento dos folículos ovarianos, impedindo a ovulação regular e causando os sinais clínicos mais visíveis da síndrome &#8211; acne, pelos e queda de cabelo.</p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tratamentos para SOMP</h2>\n\n\n\n<p>Como a SOMP é uma doença crônica, o objetivo do tratamento é controlar os sintomas e sinais, reduzir os riscos metabólicos e cardiovasculares e preservar a qualidade de vida. As abordagens variam conforme as necessidades de cada paciente, mas mudanças no estilo de vida são a base do tratamento em todos os casos.</p>\n\n\n\n<p>Alimentação equilibrada e atividade física regular podem melhorar todos os aspectos da síndrome. Se o peso estiver acima do normal, uma perda de s 5% a 10% já pode ter impacto significativo nos sintomas e sinais.</p>\n\n\n\n<p>Outros tratamentos que o médico pode lançar mão, conforme o caso e o momento de vida de cada mulher são anticoncepcionais, metformina, indutores de ovulação, além de outros medicamentos para melhorar os sinais decorrentes do excesso de androgênos.</p>\n\n\n\n<p>Além disso, podem ser adotadas abordagens dermatológicas locais, como, por exemplo, tratamento local da acne e laserterapia para depilação.</p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quem tem SOMP pode engravidar?</h2>\n\n\n\n<p>Sim. Ter SOMP não significa não poder ter filhos. A condição é uma das principais causas de dificuldade para engravidar &#8211; mas não é sinônimo de infertilidade definitiva.</p>\n\n\n\n<p>O principal obstáculo é a irregularidade da ovulação. Sem ovulação regular, as chances de conceber naturalmente diminuem. Mas com acompanhamento médico adequado, a maioria das mulheres com SOMP consegue engravidar.</p>\n\n\n\n<p>Mas somente o médico indicará o melhor tratamento, analisando caso a caso.</p>\n\n\n\n<p>A Alta Diagnósticos conta com um Núcleo de Diagnóstico em Fertilidade com todos os exames necessários para investigar e acompanhar mulheres com SOMP que desejam engravidar &#8211; incluindo ultrassom transvaginal, dosagens hormonais e anti-Mülleriano. Para agendar, basta acessar a nossa plataforma digital.</p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https://nav.dasa.com.br/entrar?laboratorio=alta&amp;redirectTo=/agd-exames/paciente&amp;brandId=19&amp;productIds=11513&amp;utm_source=alta&amp;utm_medium=site&amp;utm_campaign=seo_alta_blog_artigo-blog_sindrome-ovariana-metabolica-poliendocrina_conversao\">Agendar exame</a></div>\n</div>\n\n\n\n<p>Fonte: Rosita Fontes</p>\n","date":"2026-07-28T14:23:15.000Z","slug":"sindrome-ovariana-metabolica-poliendocrina","title":"SOMP: sintomas, sinais e tratamento ","acf":{"title":"SOMP (antiga SOP): conheça sintomas, sinais e tratamento","description":"A SOMP (antiga SOP) é uma condição hormonal que afeta de 10 a 13% das mulheres em idade fértil. 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